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Sumiço de menina mobiliza Polícia Civil em meio a disputa familiar em Bom Repouso MG
Mãe de menina registrou boletim de ocorrência e diz que ela foi levada sem autorização a pedido do pai, que ainda teria bloqueado o contato entre elas.
Por Tonogiro
Publicado em 16/04/2026 16:46
Policial
Rede Moinho 24h

A mãe de uma menina de nove anos vive momentos de aflição em Bom Repouso, no Sul de Minas, após a filha ser levada pela avó paterna, segundo ela, sem autorização. O caso, registrado como desaparecimento na última quinta-feira (09/04/2026), ganhou contornos de disputa familiar.

A empreendedora Erika Hografe contou que saiu para ir a um mercado perto de casa. A menina, que estava entretida jogando em um tablet, preferiu ficar. Depois de 15 minutos, ao retornar, a mãe não encontrou mais a filha.

Desesperada, ela procurou vizinhos e amigos. Foi então que uma câmera de segurança mostrou o marido da avó paterna colocando a criança em um carro. “Estou muito desesperada”, desabafou Erika nas redes sociais. “Ela agora está de posse da avó e do pai e eles não deixam nem eu falar com ela.”

Ao contatar a ex-sogra, a mãe recebeu um áudio dizendo que a neta foi encontrada sozinha e seria levada apenas para comprar roupas, com promessa de retorno rápido. Isso não aconteceu. Quando tentou novo contato, Erika descobriu que havia sido bloqueada.

Sem alternativas, viajou até São Paulo, onde a avó mora atualmente. Chegando lá, a filha não foi encontrada. Parentes do pai, por outro lado, passaram a acusar a mãe de maus-tratos, alegando que a menor foi achada chorando e com medo por estar sozinha. A defesa de Erika rebate as acusações, apontando que as imagens da câmera de segurança mostram a menina tranquila no momento em que foi levada.

A advogada Thabata Peixoto, que representa Erika, informou ao jornal Estado de Minas que a Polícia Militar de São Paulo foi até a casa da avó ainda no domingo (12/04), mas não localizou a mulher, o pai, nem a criança.

A suspeita é que o pai, Caio Arimura, esteja com a filha em Belo Horizonte. Este não seria o primeiro incidente do tipo. Um boletim de ocorrência de dezembro de 2025 relata que ele passou o dia com a menina e, ao anoitecer, mãe e polícia não conseguiram contato. A criança só retornou após sete dias.

Os registros indicam ainda que Erika detém a guarda unilateral, com dias e horários específicos para visitas do pai, além de medida protetiva contra ele.

Caio Arimura, também em entrevista ao Estado de Minas, negou qualquer desaparecimento. “Desde o momento que minha filha foi acolhida pelos avós, a mãe estava ciente. Temos mensagens com confirmação de leitura”, afirmou. Ele justificou que a avó não pretendia ficar com a neta, mas o suposto abandono teria abalado emocionalmente a mulher.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou que investiga o caso. Conforme a corporação, a criança foi localizada sob cuidados de familiares, sem risco iminente. As partes envolvidas seguem sendo ouvidas, e a apuração continua em andamento.

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